"Certa tarde, quando Bruno chegou a casa depois da escola, ficou surpreendido ao ver Maria, a criada da família - que andava sempre de cabeça baixa e nunca levantava os olhos do chão - , no seu quarto, a esvaziar-lhe o roupeiro e a arrumar tudo em quatro grandes caixotes de madeira, até mesmo aquelas coisas que ele tinha escondido no fundo do roupeiro e que eram dele e só dele e não diziam respeito a mais ninguém."
...
"Este é o fim da história do Bruno e da sua família. Claro que tudo isto aconteceu há muito tempo e nada parecido poderá voltar a acontecer.
Não nos dias de hoje, não na época en que vivemos."